A Fé Antiga e Perene Falando ao Mundo Atual: Temas Teológicos, Notícias, Reportagens, Comentários e Entrevistas à luz da Fé Ortodoxa.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ditos e Provérbios dos Santos Padres

"Quando um homem caminha no temor de Deus, ele não conhece o medo, mesmo que seja cercado por homens ímpios. Ele tem o temor de Deus dentro de si e veste a armadura invencível da fé. Isto torna-o forte e capaz de enfrentar qualquer coisa, mesmo as coisas que parecem difíceis ou impossíveis para a maioria das pessoas. Tal homem é como um gigante cercado por macacos, ou um leão acoçado por cães e raposas. Ele segue em frente, confiando no Senhor, e tal obstinação fará paralisar e dispersar seus inimigos, posto que traz consigo a Palavra da Sabedoria".

São Simeão, o Novo Teólogo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Crise Grega e a Visão Apocalíptica (1)

Em uma sociedade globalizada qualquer crise econômica que atinja um dos países que se encontre em seu epicentro surge o fantasma de uma crise generalizada e que - via de regra - acabe arrebentando de forma mais cruel nos chamados países do terceiro mundo, e faça despencar os que são emergentes.

Esse terror econômico também é útero de visões apocalípticas e do surgimento de arautos que anunciam a iminência do fim do mundo.

Fazer uma leitura da realidade humana e social tendo como instrumental a palavra de Cristo é um dever e, muito mais que um dever, é uma necessidade que se impõe àqueles que se chamam por Seu Nome. No entanto, para que esta leitura tome proporções de anúncio Divino, ou seja, de ser realmente aquilo que Deus diz, necessário se faz que haja um consenso da Igreja (oikoumene), e não a de uma consciência individual ou de um grupo sectário.

A alma da Igreja Ortodoxa percebe o Apocalipse como sendo intrinsecamente um drama de caráter atemporal, cujos acontecimentos são difíceis de serem localizados no espaço-tempo terrenos. Isto não quer dizer que o Livro ou as profecias que nele se encerram sejam de caráter hermético, indecifráveis, não, pois tais profecias são semelhantes às Teofanias, ou seja, elas se revelam trazendo em si luzes em sua periferia e sombras em seu âmago. Podemos falar com mais ousadia e desenvoltura das dimensões que nelas são luzes e fazer um silêncio, semelhante ao que habitou na Santa Mãe de Deus quando confrontada com o caráter enigmático da Palavra Divina.

O Apocalipse se apresenta para o mundo hodierno com imagens, cenários, cosmogonias e fraseologias que se nos parecem estranhas, pertencentes a um mundo e mentalidade submersos. Mas o Apocalipse insiste em nos falar com a mesma linguagem dos sonhos, os quais se recusam veementemente utilizar a linguagem direta e objetiva da razão discursiva, preferindo nos falar com a linguagem das profundezas.

Portanto, das luzes que irradiam do Apocalipse, o que poderemos dizer à nossa sociedade e aos nossos tempos?


Continua na postagem (2).


Pe. Mateus (Antonio Eça)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

20ª Terça-feira depois de Pentecostes – Modo 2

20ª Terça-feira depois de Pentecostes – Modo 2
25 de Outubro (CC) / 12 de Outubro (CE)
Ss. Probo, Táraco e Andrônico, mártires († 304).


Filipenses 2:17-23

17 Contudo, ainda que eu seja derramado como libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós;  18 e pela mesma razão folgai vós também e regozijai-vos comigo.  19 Ora, espero no Senhor Jesus enviar-vos em breve Timóteo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo as vossas notícias. 20 Porque nenhum outro tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso bem-estar. 21 Pois todos buscam o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus. 22 Mas sabeis que provas deu ele de si; que, como filho ao pai, serviu comigo a favor do evangelho. 23 A este, pois, espero enviar logo que eu tenha visto como há de ser o meu caso;   

Lucas 8:1-3

1 Logo depois disso, andava Jesus de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e iam com ele os doze, 2 bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios. 3 Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Susana, e muitas outras que os serviam com os seus bens.