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sábado, 28 de novembro de 2009

Os ortodoxos russos põem fim ao diálogo com os luteranos alemães

 

Em outubro deste ano, 2009, o Sínodo da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD) escolheu a bispa regional da Baixa Saxônia, Margot Kässmann, para a chefia da Igreja no país. Uma mulher e, para mais, uma divorciada!

A alta hierarquia da Igreja Ortodoxa russa, que, nos últimos cinquenta anos manteve um diálogo constante com a Igreja Luterana alemã, tomou essa nomeação como uma afronta e decidiu romper com um relacionamento que durou meio século. Após a escolha de uma mulher divorciada para chefe da Igreja, não é mais possível continuar o diálogo que se mantinha há cinquenta anos, afirmou, em 12 de novembro, o clérigo Georgi Sawerschinski, porta-voz da Igreja Ortodoxa. A Igreja, disse ele, conforme noticiou a Agência Interfax de Moscou, não permite a ordenação, nem mesmo qualquer papel de chefia de mulheres. “Esta questão é muito séria”, acrescentou.
Em última instância, a decisão incumbia ao Patriarca Cirilo I, chefe supremo da maior Igreja Ortodoxa nacional do mundo.

O rompimento da cooperação entre ambas as Igrejas foi manchete nas páginas de alguns jornais russos de 12 de novembro. “O Patriarca não deve manter as relações com a nova chefe dos luteranos alemães”, escreveu o jornal Wremja Nowostej.

As festividades marcadas para fins de novembro, relativas ao jubileu dos cinquenta anos de diálogo entre a Igreja Ortodoxa russa e a Igreja Evangélica da Alemanha, serão também o fim das conversações, anunciou o chefe do serviço de informação da Igreja Ortodoxa, arcebispo Ilarion Wolokolamsk.

Os cristãos evangélicos da Rússia apoiaram a decisão. O secretário da Igreja Evangélica Luterana da Rússia, Alexander Priluzki avaliou a eleição de Kässmann como um “sinal da crise da sociedade ocidental”.

Margot Kässmann lamentou, já na tarde de 12 de novembro, a reação dos ortodoxos russos. Recebendo os meios de comunicação em Nürnberg, mostrou-se surpresa e declarou: “Ecumenismo é também aceitar as diversas concepções da Igreja e dos ministérios”. Ela aceita que haja Igrejas que não admitem mulheres na sua cúpula. Mas, em contraposição, também espera que se aceite ser isso possível em outras Igrejas. “O respeito recíproco é a base essencial do ecumenismo”.

Russos comprometidos na defesa dos direitos humanos interpretam o afastamento dos ortodoxos da Igreja Evangélica como um sinal da sua crescente radicalização ideológica. A Igreja Ortodoxa russa quer isolar-se do mundo moderno do Ocidente, diz um defensor dos direitos humanos, Lew Ponomarjov. Em compensação, segundo testemunho do Patriarca de Moscou, as relações com a Igreja Católica são cada vez melhores. O arcebispo Ilarion considera ser, enfim, absolutamente possível um encontro histórico do Patriarca Cirilo com o Papa Bento XVI.

(Extraído de SPIEGEL ONLINE,12.11.2009 por Luís Guerreiro)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ELEIÇÃO DO SUCESSOR DE PAVLE

Belgrado, 26 nov (RV) – Será eleito no próximo dia 22 de janeiro o novo chefe da Igreja ortodoxa sérvia, que sucederá o Patriarca Pavle, que faleceu no último dia 15 de novembro: de fato, naquele dia – anunciou ontem o Santo Sínodo da Igreja – os bispos se reunirão em conclave para proceder à eleição do novo líder espiritual dos cristãos ortodoxos sérvios.
Entre os candidatos considerados favoritos, segundo a imprensa local, estão o metropolita Amfilohije, o bispo de Zvornik e Tuzla Vasilije, o bispo Zahumlje de Herzegóvina, e o bispo de Bačka, Irinej. (SP)

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Indignação Continua na Rússia Por Assassinato do Padre Daniel

Assassinat d'un prêtre orthodoxe à MoscouA sociedade russa continua indignada com o assassinato do Padre Daniel Sysoev, padre ortodoxo, reitor de uma paróquia em Moscou e famoso pregador e missionário, assassinado em sua igreja, na noite de 19 de novembro. Padre Daniel nasceu em 1974 e estudou no seminário e da Academia Teológica de Moscou. Ordenado em 2001, o Padre Daniel abriu em sua paróquia, um centro de treinamento para missionários e catequistas. Ele tinha começado a construir uma nova igreja. Desde 2006,  Padre Daniel celebrava temporariamente uma capela de madeira, onde foi morto a tiros por um desconhecido.

O Patriarca Cyrilo de Moscou conclamou toda Igreja Russa para rezar em favor do falecido padre que "entregou sua vida para servir a Deus e aos homens". Ele advertiu contra tirar conclusões apressadas sobre as razões para o assassinato e declarou que "o Senhor exorta-nos a manter a paz".

O assassinato do padre Daniel, conhecido por suas pregações e autoria de vários livros, criou uma grande celeuma na sociedade russa.